O termo bronquiectasia tem como sinónimo “dilatação dos brônquios” (DDB), em que há uma dilatação anormal e permanente das vias aéreas subsegmentares, ou seja, dos brônquios cartilaginosos de médio calibre da quinta à décima divisão brônquica. A dilatação está associada a uma destruição inflamatória dos tecidos musculares e elásticos das paredes brônquicas.
As medidas profiláticas incluem: diagnóstico precoce, tratamento adequado das patologias broncopulmonares que intervém na patogenia das bronquiectasias (pneumonias, abcessos pulmonares, tuberculose, corpos estranhos…) e evitar agentes irritantes como o tabaco, poeiras, vapores químicos, etc.
Segundo Guy Postiaux, a prioridade no tratamento é a higiene brônquica. O princípio da fisioterapia baseia-se na drenagem postural, visto existirem frequentemente cavidades cheias de um líquido de supuração bastante fluido. Os demais tratamentos baseiam-se na ingestão de antibióticos, ou na cirurgia de ressecção nos casos de bronquiectasias localizadas para evitar a difusão das lesões brônquicas. É indicada administração de fluidificantes em aerossol. Os broncodilatadores são ineficazes. As patologias broncopulmonares supurantes constituem indicações para a utilização da drenagem postural, acompanhada de uma educação e um acompanhamento do doente na observância da sua própria higiene brônquica.
Segundo www.msd.pt, não se recomendam os fármacos que suprimem a tosse porque podem complicar o processo. No tratamento das bronquiectasias em doentes com grandes quantidades de secreções, é fundamental a drenagem postural e a percussão do tórax, várias vezes ao dia.
As infecções tratam-se com antibióticos, os quais, às vezes, se prescrevem durante um longo período para impedir recidivas. Também se podem administrar fármacos anti-inflamatórios como os corticosteróides e os mucolíticos (fármacos que diluem o pus e a mucosidade). Se a concentração de oxigénio no sangue é baixa, a administração de oxigénio ajuda a prevenir complicações como cor pulmonale (uma afecção cardíaca relacionada com uma doença pulmonar). Se a pessoa sofre de insuficiência cardíaca, os diuréticos podem aliviar o edema. Quando existe falta de ar ou se observam sibilos ao respirar, costumam ser úteis os fármacos broncodilatadores.
Em casos excepcionais, é necessário retirar cirurgicamente uma parte do pulmão. Este tipo de cirurgia só é opção quando a doença se limita a um pulmão ou de preferência a um lobo ou a um segmento do mesmo. A cirurgia é uma alternativa para as pessoas que sofrem de infecções repetidas apesar do tratamento ou que expectoram grande quantidade de sangue. Em caso de hemorragia, deve-se, às vezes, intervir para obstruir o vaso sangrante.
De acordo com o site www.abcdasaude.com.br, a cirurgia deve ser realizada nos casos em que a doença é localizada (quando acomete só uma parte do pulmão) e não há melhora dos sintomas com o tratamento conservador.
A cirurgia também é uma opção nos casos de pacientes com hemoptises. Contudo, antes da realização da cirurgia, o médico deverá se certificar que o indivíduo possui uma reserva de ar que possibilite tal procedimento.
Nos casos em que a doença é difusa, o tratamento é conservador. Além dos antibióticos, que são armas importantíssimas nesta modalidade de tratamento, a fisioterapia é fundamental no tratamento dos pacientes com bronquiectasias.
Através de manobras, em especial de drenagem postural – o indivíduo é colocado numa posição, de acordo com a localização das suas lesões, para que a gravidade ajude na drenagem das secreções contidas nos locais afectados do pulmão ou pulmões. A fisioterapia pode, com isso, reduzir o número de exacerbações da doença e a sua progressão. A drenagem postural deve ser feita diariamente, com duração de quinze a trinta minutos por sessão para que seja eficaz.
A medicação que pode auxiliar no tratamento inclui os mucolíticos – que promovem uma maior depuração das secreções brônquicas – e os broncodilatadores para alívio da dispneia e das sibilâncias.
Nos pacientes com bronquiectasias difusas, com grave prejuízo na qualidade de vida, o transplante pulmonar poderá ser realizado.
Existem pacientes com fibrose cística associada à bronquiectasia difusa que fazem o transplante pulmonar. A fibrose cística é uma doença hereditária que acomete, principalmente, os pulmões e o pâncreas. No pulmão, o muco espesso leva à obstrução dos brônquios, resultando em infecções de repetição e surgimento de bronquiectasias.
O site www.biosaude.com.br refere que o tratamento é realizado com antibióticos, dependendo do agente etiológico, mas por tempo prolongado (14 a 21 dias). Também são recomendados a fisioterapia respiratória com drenagem postural, percussão, humidificação e o uso de mucolíticos para dissolver e eliminar as secreções. Nos casos de infecções de repetição e hemoptise violenta, é indicada a cirurgia para a retirada de segmentos comprometidos do pulmão. A prevenção é feita com a vacinação na infância e nos grupos de risco (idosos, dependentes crónicos, trabalhadores em ambiente de poluição, etc.) contra pneumococo, hemófilos e vírus da gripe. As complicações são frequentes, incluindo as pneumonias de repetição, empiemas, pneumotórax (bolhas de ar) e abscesso pulmonar.
O doente apresenta uma tosse produtiva crónica intermitente ou persistente com secreções purulentas. A quantidade de expectoração é variável, mas pode atingir volumes significativos da ordem de 200 a 300 ml. Ler mais »»
Nesta patologia, há destruição da parede dos brônquios com inflamação crónica, sendo danificadas e/ou destruídas as células ciliares. Assim, a produção aumentada de muco vai promover o crescimento de bactérias, obstrução brônquica e favorecer a estase de secreções infectadas. Ler mais »»
As causas podem ser inúmeras, sendo as mais comuns: infecções respiratórias: Pneumonite inflamatória, Sarampo, Tosse convulsiva, Infecção por adenovírus, Infecção bacteriana, por exemplo, por Klebsiella, Staphylococcus (estafilococo) ou Pseudomonas, Gripe, Tuberculose, Infecção por fungos, Infecção por micoplasma… Ler mais »»
As medidas profiláticas incluem: diagnóstico precoce, tratamento adequado das patologias broncopulmonares que intervém na patogenia da bronquiectasia (pneumonias, abcessos pulmonares, tuberculose, corpos estranhos…). Ler mais »»