O termo bronquiectasia tem como sinónimo “dilatação dos brônquios” (DDB), em que há uma dilatação anormal e permanente das vias aéreas subsegmentares, ou seja, dos brônquios cartilaginosos de médio calibre da quinta à décima divisão brônquica. A dilatação está associada a uma destruição inflamatória dos tecidos musculares e elásticos das paredes brônquicas.

As causas podem ser inúmeras, sendo as mais comuns:
- infecções respiratórias: Pneumonite inflamatória, Sarampo, Tosse convulsiva, Infecção por adenovírus, Infecção bacteriana, por exemplo, por Klebsiella, Staphylococcus (estafilococo) ou Pseudomonas, Gripe, Tuberculose, Infecção por fungos, Infecção por micoplasma…
- obstruções brônquicas: corpo estranho, neoplasia, DPOC, asma…

- lesões por inalação: Lesões por vapores nocivos, gases, ou partículas, Aspiração de ácido do estômago e partículas de alimentos;
- condições genéticas: Deficiência de elementos da parede brônquica, Fibrose quística (É um distúrbio monogenético – defeito num gene -, que se apresenta como uma doença multissistémica. É uma doença crónica e hereditária, que se caracteriza por uma infecção crónica das vias respiratórias, que depois leva à bronquiectasia e bronquiolectasia, insuficiência pancreática exócrina e disfunção intestinal, função anormal das glândulas sudoríparas e disfunção urogenital.), Discinesia ciliar, incluindo o Síndrome de Kartagener (É uma das formas do síndrome de imobilidade de imobilidade ou discinésia ciliar, e está na origem de anomalias broncopulmonares de constituição progressiva.), Deficiência de alfa1-antitripsina…

Bronquiectasias congénitas.

- alterações do sistema imunitário: SIDA, Deficiência de IGA (É uma imunodeficiência comum, com ausência da imunoglobulina A sérica e secretória. Pode ser hereditária ou adquirida. Os doentes ficam sujeitos a alergias das vias aéreas e doenças auto-imunes.), Neoplasia, Disfunções dos glóbulos brancos, Deficiências do complemento (Afectam praticamente todos os componentes do complemento, bem como dois inibidores.), determinadas perturbações auto-imunes ou hiperimunes, como a artrite reumatóide e a colite ulcerosa…

- outras situações: Abuso de drogas (por exemplo, heroína), Síndrome de Young - azoospermia obstrutiva – (É uma variante da discinésia ciliar primária, caracterizada pela ocorrência de infecções respiratórias de repetição e obstrução congénita do epidídimo.), Síndrome de Marfan (É um distúrbio do tecido conjuntivo, que afecta predominantemente os sistemas esquelético, ocular e cardiovascular. Este síndrome resulta de mutações num gene, levando à fraqueza secundária do tecido conjuntivo.)

Causas das bronquiectasias localizadas. (1) presença de um corpo estranho, (2) adenopatias, (3) presença de secreções viscosas.

Prognóstico

As dilatações dos brônquios são irreversíveis, por isso o tratamento deve ser orientado de forma a evitar as mesmas e controlar adequadamente a patologia.

Sinais e Sintomas

O doente apresenta uma tosse produtiva crónica intermitente ou persistente com secreções purulentas. A quantidade de expectoração é variável, mas pode atingir volumes significativos da ordem de 200 a 300 ml. Ler mais »»

Fisiopatologia

Nesta patologia, há destruição da parede dos brônquios com inflamação crónica, sendo danificadas e/ou destruídas as células ciliares. Assim, a produção aumentada de muco vai promover o crescimento de bactérias, obstrução brônquica e favorecer a estase de secreções infectadas. Ler mais »»

Etiologia

As causas podem ser inúmeras, sendo as mais comuns: infecções respiratórias: Pneumonite inflamatória, Sarampo, Tosse convulsiva, Infecção por adenovírus, Infecção bacteriana, por exemplo, por Klebsiella, Staphylococcus (estafilococo) ou Pseudomonas, Gripe, Tuberculose, Infecção por fungos, Infecção por micoplasma… Ler mais »»

Tratamento

As medidas profiláticas incluem: diagnóstico precoce, tratamento adequado das patologias broncopulmonares que intervém na patogenia da bronquiectasia (pneumonias, abcessos pulmonares, tuberculose, corpos estranhos…). Ler mais »»